O mojo do Dum Dum Girls

Dali em diante, foi quase um ano e meio até o segundo disco e pela estrada ficaram a chiadeira dos vocais, os amplificadores microfonados e até as rebarbas de cordas. A escolha foi intencional, numa tentativa de aumentar o alcance do público, como afirmou para um site britânico a líder do grupo, Dee Dee (a semelhança com o Ramone não é coincidência). Certa ou não, a opção da banda surtiu efeito. Ao vivo, o Dum Dum Girls mostra originalidade com referências a seu próprio estilo, do surf music ao rockabilly, passando, é claro, pelo punk. (Daqui)

As moças são da Califórnia, mas, em vez de ir à praia, elas ficaram mesmo na garagem vendo filmes do Tarantino, escutando Dick Dale e olhando maquiagem de Psychobilly. Embora tudo isso e o lo-fi sejam nítidos no primeiro álbum (“I Will Be”), no segundo o som é mais limpo — e até um pouco repetitivo. Talvez por isso, o álbum “Only in Dreams” pode soar pouco enjoativo ao decorrer das faixas, mais suaves que as do primeiro. Não por isso ele é ruim. E vale a pena ir ao show: existe algum mojo feminino ali entre as paletadas e as moças.

Para você que gosta de: Dick Dale, Horrorpops, Ramones

Onde você poderia ouvir: na casa de praia do Iggy Pop (cuja música Dum Dum Boys deu origem ao nome do grupo).

Para quem acha que: o punk morreu (pelo menos ele está agonizando bem).

A música: a versão delas para There’s a Light That Never Goes Out, do Smiths.

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