A cantora Dillon e o menos é mais

Uma certa ressaca do dubstep existe em canções como aquela que leva o mesmo nome do disco. Os efeitos minimalistas, os ecos graves e as modulações de voz existem, mas com outras funções e cores. Não à toa já tocou em um festival com James Blake. Mais próxima dela, no entanto, estaria a finlandesa Likke Ly. Dillon é sofisticada ao usar sua voz e tenta realizar, ali no show, samples que o computador faria por ela. A aparelhagem fica encarregada de texturas techno, industriais e até 8-bit, como a dos videogames antigos.

Gostar de eletrônico, contudo, não é obrigação para gostar da Dillon. É um bom meio do caminho, certeza. Ela já disse em entrevistas por aí que não começou a fazer música graças ao MIDI, mas a chegada até aí foi algo natural. O problema talvez se dê quando ela tenta colocar todos os temperos de bits e bytes em uma coisa só. Pode incomodar os ouvidos mais desacostumados.

Para você que gosta de: Alex Winston, SoKo, James Blake

Onde você poderia ouvir: no rádio de alguma loja de produtos tipo Toy Art ou adesivos de vinil.

Para quem acha que: ter origem brasileira é sinônimo de colocar batuques na música (2).

A música: Tip Tapping, single do primeiro álbum da moça que mostra como ela pode ser boa quando não mistura muita coisa.

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