A tristeza violada de Mirel Wagner

Mirel tem influências do rol do folk norte-americano, como Bob Dylan e Leonard Cohen. Seus temas nas cordas dedilhadas são insistentes e, sobre eles, ela canta ora com voz de uma velha xamã, ora com voz uma garota tristonha. No palco, essa característica some aos poucos. Se ela é nítida entre as faixas “No Death” (que fala de um amor morto-vivo) e “The Well”, ao vivo as canções acabam numa única toada. O show torna-se monótono, muito embora as composições tenham seu valor. O desconto é que tudo é muito cru: seu estilo e a própria cantora, que não tem outros artifícios além de sua voz, violão e letras. Este, é de sua escolha, aquele, pode ganhar mais forma com o tempo. (Daqui.)

As faixas mencionadas no texto estão no primeiro álbum homônimo da finlandesa. Embora tenha nascido na Etiópia, certamente seria o país nórdico onde cresceu a paisagem para o disco. O silêncio é importante e a cantora consegue ser triste até falando de assuntos alegres. Seu violão é menos eloquente que suas letras e as melodias em todo o álbum são cama para o que Mirel quer dizer.

Para você que gosta de: Bob Dylan, Bjork, Lykke Li

Onde você poderia ouvir: na trilha sonora de alguma comédia romântica (cena em que o casal está separado).

Para quem acha que: ter origem africana é sinônimo de colocar batuques na música.

A música: Despair, música que ganhou um clipe estilo “Super 8 Lana Del Rey” feito por algum fã.

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