Felipe Maia

Música

Dupla de funk transforma hino antifascista de ‘Casa de Papel’ em ‘Só Quer Vrau’

MC MM e DJ RD, ao fundo. Crédito: Léo Caldas/KondZilla

Em abril, Rodolfo Marcial, 25, e Marcio Rezende de Lellis, 27, entraram armados no edifício Banco de São Paulo, no centro da cidade. Vestiam macacões vermelhos e tinham os rostos cobertos. A ação foi registrada pelas câmeras da produtora KondZilla.

A cena não passava da gravação do clipe de um novo hit do funk. DJ RD e MC MM, como são conhecidos os protagonistas, são os autores da versão pancadão de um centenário hino de movimentos de esquerda. Na paródia de conotação sexual, “Bella Ciao” se torna “Só Quer Vrau”.

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Jornalismo, Música

Funk paulista extrapola Estado de origem e faz sucesso no Sul e no Nordeste

Um som brasileiro ecoava em um clube de música eletrônica de Pequim em maio passado. O ritmo era o já clássico funk. E, como dizem os DJs, funcionava: na pista, muita gente dançava, mesmo sem parecer entender o que escutava.

“Pega no Phone” foi executada pelo DJ chinês Puzzy Stack. A faixa é do produtor português KKING KKONG. Ela foi composta com vozes dos funkeiros MC Lan, de São Paulo, e MC Johnny Oliver, do Rio.

O gênero, produto de exportação, tem feito viagens interiores. Após quase três décadas de criação e desenvolvimento no Rio, o funk se consolidou em São Paulo nos últimos anos e então ganhou o país e o mundo.

Essa é a segunda turnê —nos idos de 2000, o pancadão chegou à baixada santista e DJs como Marlboro e Sany Pitbull levaram o som para os gringos, e o funk é revisitado por artistas brasileiros e internacionais como Yuri Martins, DJ LK, DJ Polyvox e DJ Meury.

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Música

Métodos globais podem fazer de Anitta a primeira estrela brasileira

Com quantas notas se faz um ícone pop? Poucas teclas de um piano podem fazer um hit, mas, para ultrapassar limites de grupos sociais, gerações, plataformas e países, um artista precisa de mais do que uma melodia pegajosa.

A união desses elementos, procedimento comum na indústria americana, parece incrível em solo brasileiro. Por isso Anitta chama a atenção.

No Brasil, a apropriação de aspectos musicais é incessante. As faixas se espalham em horas na rede, e versões, playlists e vídeos com coreografias pipocam na tela, reiniciando o ciclo. Produção, difusão e consumo se confundem.

A cantora elevou a lógica, própria de países do Sul, a um patamar dito do Norte. Ela se aliou a artistas, marcas, plataformas e idiomas e, aos moldes gringos, estruturou abordagem transmidiática.

Cultura, Vídeo

Estudantes brasileiros na França

Participei na produção e direção de uma série documental para a Campus France Brasil sobre estudantes brasileiros na França.

This is one of the videos I co-produced and directed as a documentary web serie for Campus France Bra`il about brazillian students in France.
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