Category Archives: Arte

Arte, Cultura

Atropelaram o Banksy

A maravilhosa arte de rua.

Menos de uma semana depois de feitas, as intervenções endeusadas de Banksy já receberam um choque de realidade. Foram atropeladas pelos pixadores de Nova Iorque — também chamados de writers.

A Animal New York foi atrás de artistas de rua para saber o porquê disso tudo. Escada para a fama, desconhecimento, ódio, inveja, bairrismo e outros tantos motivos vieram à mesa. Nem mais, nem menos, fico com a opinião do Saber.

It’s part of the game. In our eyes his work is no more or less important than other works. It’s just what happens. That’s the beauty.

E se Banksy estiver contrariado com o fato ele não merece o título que tem.

Facebooktwitterredditpinterestmail
Arte, Cultura

Ao fim da Sagrada Família

A já incrível catedral catalã fica pronta daqui a 13 anos — 134 anos após o início de sua construção sobre o projeto de Gaudí.

A Unesco previu o término da igreja no vídeo abaixo. Impressionante.

Facebooktwitterredditpinterestmail
Arte, Cultura, Música

Os perigos de tratar arte como serviço

Joseph Mount, mente pensante do Metronomy, uma das melhores bandas da década, disse que não está trabalhando em nada novo por enquanto. O último e excelente disco, English Riviera, saiu em abril de 2011.

E os montes de fãs que querem lançamentos dos caras? Assim como a legião de sedentos por uma novidade do Daft Punk? Ou os tantos que ansiaram pelo Chinese Democracy?

(Quanto aos últimos, infelizmente, não há muito o que fazer.)

Aos outros basta esperar.

Como se não houvesse escolha, Elliot Stocks sugere que haja uma saída. Não propriamente neste termos, mas como efeito colateral, provavelmente.

Num ensaio publicado no Medium (nova rede dos criadores do Twitter, dedicada a “bons e longos textos”), o músico e designer manifesta-se em prol de um novo modelo de negócios para a música.

O sistema seria sustentado em duas pedras: distribuição contida e contínua e remuneração por assinatura. Tudo feito pelo artista cairia direto nos ouvidos do fã.

A ideia é bonita no papel e na realidade. De certo modo, ela já engrena o que acontece na indústria fonográfica.

Dia desses as majors deram estalos de alegria com o primeiro crescimento do setor após 13 anos de franca queda. O dígito é de 0,3%. Miúdo, mesmo para as grandes somas de dinheiro que administram o punhado de majors pelo mundo. Suficiente, contudo, para a felicidade dos patrões.

A causa da ascendente é em terço parte da música digital, sendo do download quase 70% dessa parcela. O restante vem do streaming, cuja cadeia é a seguinte: artista cria, gravadora produz, distribuidora espalha, serviço de streaming entrega, fã consome.

Atenção aos verbos. A lógica do consumidor aplica-se aqui porque, como próprio Stocks lembra em seu texto, ao contratar um serviço como o Deezer, compramos um sem fim de opções. Um leque que venta bandas novas, músicas novas, discos novos.

Contratar o serviço de um artista mensalmente passaria a ser adquirir tudo isso exclusivamente desse artista.

O fã é oprimido (ou exaltado) numa figura de comprador que, como tal, obtem seu item de desejo periodicamente.

O artista é oprimido (se muito, exaltado) a um fornecedor de objetos. Ainda mais se tratarmos sua produção de maneira esparsa e constante, como um relógio fabril que apita à saída de cada peça — coisa comum no tempo tuitado sem espaço para álbuns, que dirá os conceituais.

De um artista para um conjunto deles, a visão cabe ao modelo do streaming. Paga-se pelo mar de música, mas será que as ondas interessantes vêm pela demanda de um mercado seco ou a conta-gotas da qualidade, novidade, relevância e originalidade? O streaming pode se transformar em mais uma arma para o pop-pastiche-chiclete apenas.

Tratar arte como serviço é um problema e um sintoma dos tempos.

Que o Metronomy tenha tempo para o terceiro álbum. O Daft Punk já disse que volta em breve.

Facebooktwitterredditpinterestmail
Arte, Cultura, Vídeo

Os Pixadores da Puma

Quem são? O que comem? Onde vivem?

Não dá pra saber. No curta eles são apenas os pixadores. Com cara de publicidade demais pra conteúdo de menos, o filme parece até dirigido pelo Zack Snyder tamanha quantidade de slow-mos e frases de efeito. E faltou a viatura de polícia, porque só se ouve a sirene.

Mas,

Tem belas imagens. Especialmente de São Paulo.

Lembrou o Pixo, um documentário de responsa sobre o tema.

vi lá no URBe

Facebooktwitterredditpinterestmail
Arte, Cultura, Música, Tecnologia

Pinta uma música aí

A ideia do Dyskograf é essa: cada marca de caneta sobre o disco de papel resulta em um barulho diferente. O disco gira, a música acontece.

Um sequenciador digital que funciona a base de tinta e papel. Conceitos analógicos que dão incerteza à linguagem binária.

A instalação fará parte da Vision Sonic, festival multimídia que acontece em Paris em novembro.

Facebooktwitterredditpinterestmail