I’m From Barcelona faz show para cantar no Cine Metrópole

A publicidade faz coisas que até os neurônios duvidam. Uma delas é enfiar músicas ouvido acima sem nem pedir licença. Quase sempre elas são solares, entusiasmadas, felizes de dar vontade de assinar aquele pacote da TV a cabo ou comprar aquele último modelo de celular. O I’m From Barcelona é uma dessas bandas que publicitários devem adorar. Atualmente, não há banda com tanto apelo a momentos alegres como a trupe sueca que baixou no Cine Metrópole nesta sexta, a última de setembro, como parte da festa Mr. Jack’s Birthday.

A casa de show dá seus primeiros passos e já se submeteu a um teste valoroso. Suportar uma banda de 14 pessoas (metade da formação original) em palco não é fácil. Vale a ressalva de que uns cinco integrantes faziam vocais, mas ainda sobram metais, cordas, percussão e teclados. Uma barulheira boa para se domar. Os técnicos de som aguentaram o tranco e a casa, espaçosa e com boa distribuição acústica, também fez seu trabalho. Na plateia, os mais empolgados selaram a terceira parte do acordo, pulando em todas as músicas do grupo.

Pudera. O show dos caras é pra cima mesmo. O I’m From Barcelona, a quarta parte desse acordo, tem quatro também no número de álbuns. Nenhum com a força da apresentação ao vivo. Ao interpretar as próprias canções, Emanuel Lundgren (guitarrista e líder) e sua galera escandinava dão outras cores a crescendos e clímaces. Se as canções perdem em profundidade, ganham em sutilezas como os sopros acompanhando teclados e os acordes carinhosos, aos quais nossos ouvidos e endorfina estão acostumados.

De cabo a rabo do palco lotado, o I’m From Barcelona empolga a casa retomando o otimismo perdido entre a bagunça do B52s e a festividade de algumas faixas do REM e do Smashing Pumpkins. E fazem isso sem a pretensão de ser uma nova World Music, como o Beirut. “Always Spring” e “Come On” saem fácil da garganta do plateia e, obviamente, há espaço para bis. Aí o acerto pode se mostrar erro por conta do excesso. Haja coral pra tanto show, atalho fácil pra aproximar quem assiste de quem toca. Mas quem canta junto gosta, faz coreografia e, dizem, seus males espanta.

Fotos do Fernando Prado. Tem mais na galeria abaixo.

[nggallery id=4] [Em breve tem resenha do show da Ladyhawke.]
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