O Brasil ataca de novo


Esse que vos digita volta aos poucos ao blog e ao Brasil. Não que estando fora se esteja longe. Um rolê por qualquer banda de fora, com olhos, ouvidos e tato sonoros, denuncia que a música brasileira é muito bem quista além daqui. A situação é patente ao vivo e nas gravações. Nesse caso, estão as incontáveis lojas de discos que privilegiam a produção da terrinha. Quase sempre, ali do lado da seção latina, o Bras/zil — com zê nas maiores e com ésse nas puristas — tem lugar garantido.

O destaque dessa prateleira é nosso filho mais pródigo. A origem é sua forma mais carioca, algo que pode ser explicado, a grosso modo, pela influência urbana que o Rio exerceu no país até a metade do século. A amálgama se faz em vários ritmos. O samba vem nas bolachas de coletâneas de MPB, em clássicos da Bossa Nova e toda sorte de intérpretes com nomes sotaqueados — Gilberrrto Giô, em francês, ou Joau GilbeRtou, em inglês.

Por tudo isso o post que reabre a casa é essa excelente reportagem feita pelo portal Afropop Worldwide. Trabalho de pesquisa consistente, ainda que panorâmico, sobre a cena musical carioca. Tem entrevistas  com o musicólogo Fred Moehn e com figuras conhecidas tipo Pedro Luís e Marcelo D2, além da playlist de qualidade.

Senão por esses motivos, vale ouvir porque é fácil de o português soar engraçado na língua gringa, em especial quando ela se aventura a descobrir a cultura do país e da cidade daquele abraço.

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