O punk barulhento do Comanechi

Os três acordes, as roupas surradas e o faça-você-mesmo também são a base do Comanechi. A banda, nascida no Reino Unido, tem quatro anos de estrada e já abriu shows do Gossip e do Yeah Yeah Yeahs. Ano passado, o duo (na guitarra, Simon Petrovitch) achou que era hora caminhar por conta e lançou o disco “Crime of Love”. Com meia hora de duração, o álbum é uma porrada de chiadeira nos ouvidos. A dupla consegue misturar grindcore, crust e riot grrrl em doze faixas que, acreditem, são bem mais audíveis ao vivo. (Daqui)

O negócio do Comanechi é isso mesmo. Fazer barulho. Para quem não está acostumado a nenhum gênero cujo objetivo seja mais ruído que linhas melódicas, pode ser difícil ouvir a dupla. Pelo sim, pelo não, é um som a se considerar em dias de fúria. Especialmente para mulheres, porque as letras, cantadas pela japonesa Akiko Matsura, vão de desilusões amorosas a coisas triviais. Mas nada de sexo frágil por aqui.

Para você que gosta de: Mukeka di Rato, Bratmobile, Bikini Kill

Onde você poderia ouvir: no iPod (objeto capitalista) de uma mina que foi ao festival O Começo do Fim do Mundo, há 30 anos.

Para quem acha que: japonesas fofas não podem ser agressivas.

A música: Mesmerizing Fingers, cujo clipe foi banido da MTV.

PS: Essa semana vai rolar uma retrospectiva do festival Les Femmes S’en Mêlent, com posts dedicados às bandas que lá se apresentaram.

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