O punk é pink

Dia desses comecei a relacionar vários álbuns punks ou que surgiram nos idos de 70 e vi que tinha rosa demais na cena. Diversas capas vem com tipografia, background, ilustração, foto, qualquer elemento que seja em rosa. Independente do nome da cor, uma busca rápida no Google já nos diz que:

1 – Magenta é o nome da cor em canais de impressão;

2 – Esse nome tem origem à batalha de Magenta, cujo chão ficou banhado em sangue;

3 – O britânico Helen Valey afirma no livro Colors (1980) que  “This intense magenta was called shocking pink in the 1930s, hot pink in the 1950s, and kinky pink in the 1960s…[it] has appeared in the vanguard of more than one youth revolution…to some it sings, to others it screams”.

Se juntar os dois postulados e a opinião do mancebo aí chegamos às seguintes conclusões:

1 – As técnicas em impressão não eram muito sofisticadas nos idos de 70 (taí o Ronaldo Evangelista que não me deixa mentir);

2 – Magenta, principalmente no espectro que vai do pink ao vermelho, remete a sangue, violência e impacto desde sempre — a tal batalha foi no século XIX, então faz tempo que acham isso da cor;

3 – Cores berrantes são de vanguarda, inovação, novidade.

Deixo aí uma compilação de capas de álbuns punk que vão do vermelho ao rosa bebê e…

… uma foto do Restart, só pra (não) ratificar a tese.

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