O synthpop retrô-renovado do Class Actress

De volta ao Brooklyn, aquele pedaço de mundo famoso por ter o maior número de bandas por metro quadrado, encontramos o trio Class Actress. O grupo começou acústico, com a vocalista Elizabeth Harper, mas logo deu lugar ao eletrônico ao assumir sua forma atual, com os tecladistas Scott Rosenthal e Mark Richardson. A mudança foi também uma virada no tempo, pois é evidente o synthpop oitentista no primeiro álbum, “Rapprocher”, de setembro passado.

O verbo que dá nome ao disco significa, em francês, aproximar, trazer para perto. Quem chega mais, no caso, são bandas como Depeche Mode e Orchestral Manoeuvres in The Dark.  Dois conjuntos mestres do gênero que deram ao Class Actress referências como ruídos crus e baterias eletrônicas. Linhas de baixo também estão aí, acompanhando o quatro-por-quatro acelerado da também francesa Bienvenue.

São faixas dançantes como essas que fazem os acertos do trio. Por mais que pareça, eles não soam tão vintage como sintetizadores do fim dos anos setenta. Por outro lado, a produção dos tecladistas não é tão sofisticada quanto a de bandas que revivem o estilo, como o Metronomy. Ainda que às vezes cheguem até a revisitar o início do techno, criando melodias calmas com efeitos maquinais (caso da quase industrial e lúgubre Missed), o Class Actress fica em cima do muro: estão entre o retrô e a renovação.

Para você que gosta de: Masquer, New Order, Metronomy.

Onde você poderia ouvir: na trilha sonora de uma série norte-americana.

Para quem acha que: nos 2010, sintetizadores só serviam para fazer chillwave ou congêneres hipsters.

A música: Weekend, que poderia tocar em um inferninho, mas tem cara e letra de bom dia.

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