Os anos 80 ainda vivem na Suécia

Os incautos não percebem o que faz da dupla Kicki Halmos e Pelle Lundqvist uma alternativa considerável na cena indie atual, e não de décadas passadas. “Sempre gostamos dos anos oitenta”, disse a moça, vocal do grupo formado com o amigo em 2010. Em 2011 eles lançaram seu primeiro EP e no começo desse ano foi a vez do primeiro álbum, “Cover my face as the animals cry”. A gravação do disco levou um ano, mas se justifica por ter sido feito de maneira independente – até o selo é da própria banda. A liberdade e o tempo de criação possivelmente contribuíram para a os pequenos detalhes que o Masquer coloca nesse tecido retrô.

São os sintetizadores e as linhas de guitarra, certamente, os principais detalhes em questão. Os acordes e mesmo as notas escolhidos por Lundqvist tornam as melodias densas. O ambiente oitentista, digno de um Madame Satã onde tocava Smiths e Kraftwerck, é garantido por Kicki e seu sintetizador. Pra mim, falta uma bateria. As caixas dos anos 80 já eram secas, que dirá quando esse timbre é reproduzido por um computador. Não mancha o disco dos caras, contudo, mais um bom rebento da Suécia. (Daqui.)

Para você que gosta de: Joy Division, The Cure, Kraftwerck

Onde você poderia ouvir: em algum set de fim de festa da Funhouse.

Para quem acha que: a nostalgia da década de 80 tinha acabado.

A música: o single Stark Naked, do primeiro EP, que poderia ser um mashup do Warpaint com o Metrô, aquela banda do Beat Acelerado.

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