Primeiro, o Arnaldo.

Alguns bons shows a serem comentados e pouco tempo. O problema é achar que o tempo é pouco, mas isso é problema da sociedade contemporânea.
Enfim, o começo:

Analdo Antunes no Beco do Aprendiz, domingo passado (13 de abril).


O show era de graça (promovido pela
Eletrocooperativa) e aconteceu no Beco do Aprendiz, na Vila Madalena Madaloca Madá e variantes… O cenário felizmente foi propício para Arnaldo criar e recrear.

O músico caminhou bem a performance, sem chamegos ou aversões à platéia. També, pudera: ali todo mundo se conhece: o público, Arnaldo; Arnaldo, o público. Por mais que a frase ainda seja dita (“ele pode fazer qualquer coisa, cara, é o Arnaldo” o poeta-músico-cantor-artista se comunica e transforma cada um que vê o show.

Ele sabe até onde vai com suas poesias enquanto são feitos alguns ajustes. Sabe fazer o charminho pro pessoal pedir bis. Sabe mandar uma dancinha que muito me lembrou o Chico caranguejo de andada Science. Sabe satisfazer os pedidos da platéia (Lavar as Mãos, com trecho logo abaixo)

Arnaldo fez juz à sua persona camaleona ao tornar a apresentação tão aconchegante quanto o local — que por vezes não ajudava o timbre grave de sua voz. Seus músicos merecem atenção, (é claro) em especial o tecladista que “arranhou” na sanfona uma apresentação à parte, uma que agradaria o Rei do Baião ou um tiozinho do Leste Europeu.

*Detalhe que deve ser mencionado: os dois garotos nas grades no show. Os moleques tavam curtindo mais que ninguém, arriscando uns gritos e levando todas as músicas.
Nem tudo é Malu Magalhães — pedras sobre minha cabeça.

*A foto e o vídeo são do celular, dá um desconto!

* O show do Móveis Coloniais de Acaju fica pra mais cedo, quando eu acordar.

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