Rebecca Black e o gospel muçulmano

Apesar da alta dose sensacionalista do título, tem explicação pra tudo. Rebecca Black não se converteu ao islamismo, mas sim uma de suas (existem outras?) músicas, a célebre Friday. Nas mãos do cantor Raef, a letra — que poderia ser criada pelo gerador de lero-lero — ganhou tons religiosos. “Fun, fun, fun” virou “Pray, pray, pray”, entre outras mudanças.

Raef é um dos nomes da gravadora Awakening, que produz artistas e álbuns com orientação muçulmana.  No repertório estão canções de exaltação a Alá e a Maomé ou que passem “boas mensagens”. O próprio Rael fez um cover de “Redemption Song”, do Bob Marley.

Curioso é que a origem do estilo nada tem a ver com exaltação a Deus (ou outro nome). Ao contrário do gospel cristão — cujas raízes mais distantes datam da Revolução Protestante que, entre outros, aboliu a exclusividade do canto a um coral de clérigos  –, o “god spell” da Awakening é fruto de uma observação de mercado. A produtora, originalmente uma editora de livros, sacou que tinha gente interessada em fazer e consumir músicas que falassem de Alá.

via The Guardian

Facebooktwitterredditpinterestmail
[ssba]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *