RIP Howard Scott, um dos inventores do LP

Não fosse pelo time do qual fazia parte o norte-americano Howard Scott (à esquerda na foto), talvez ainda fizesse sentido chamar um álbum de álbum. Antes deste senhor, as primeiras tentativas de compilar mais de uma faixa de música em um único objeto se dava com os discos de 78 rpm. Feitos em goma laca, esses discos não suportavam mais de 5 minutos de música em cada uma de suas faces. Para mais de uma faixa, então, eram precisos mais de uma mídia. E elas vinham todas em cadernos, cada página com seu disco. Como se fossem álbuns.

Acontece que esse método era custoso para as gravadoras e, obviamente, tornava proibitivos os registros de peças mais longas — algo realmente comum em um mundo ainda predominado pela música de câmara.  Esse mundo é o pré-Segunda Guerra Mundial, da qual  Scott fez parte como soldado. Egresso do conflito, o jovem foi contratado pela gravadora Columbia, que tinha como projeto a criação de um novo dispositivo de reprodução de áudio. O pulo do gato de Scott era sua graduação em música, que fazia dele um dos poucos a serem capazes de transferir as faixas dos antigos discos, os de 78 rpm, para os novos, os de 33 1/3 rpm.

Sua formação também permitia a leitura de partituras e um entendimento maior de orquestras, o mercado que viraria nicho em breve. O barateamento dos custos de gravação, de materiais a estúdios, favoreceu a música popular. Ainda assim, Scott continuou a trabalhar com música dita erudita, inclusive como produtor, até o fim de sua vida. Ele morreu no dia 22 de setembro deste ano.

Via NYT.

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