Rótulos acadêmicos

Matéria um pouco velha, mas ainda atual. Sobre a posição da academia ante o que se tem feito na música popular brasileira nos últimos anos.

Apesar de esse assunto ser interessante, o que mais me chama a atenção no texto é a importância dada ao olhar teórico e crítico sobre a produção artística. Muito se fala de rótulos e de quão nocivos eles podem ser para uma cena — esse termo, mesmo, já é um rótulo.

Superestima-se demais a embalagem ao passo que não se reconhece sua função. Ela é muito útil para uma análise e um olhar externo e, igualmente, ela não pode ser tão poderosa a ponto de definir os destinos de uma criação. Ou pode?

Isto posto, destaco uma declaração do grande Luiz Tatit:

Os trabalhos artísticos em geral são fenômenos que não dependem da crítica ou dos modelos analíticos, assim como as plantas, por exemplo, não dependem dos botânicos para que desenvolvam seu ciclo de vida. Portanto, não cabe ao acadêmico aceitar ou rejeitar uma “cena” ou um “movimento” musical.

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