SXSW13: Black Drawing Chalks

Seguindo a série de entrevistas com brasileiros da SXSW13, a conversa do dia é com os goianos do Black Drawing Chalks. Com a palavra, Edimar Filho, guitarrista da banda.

Como surgiu o convite para tocar no SXSW?

Fizemos a inscrição para o Festival pelo Sonicbids, que é o site que faz as inscrições para o festival, e fomos convidados. Tinha um bom tempo que queríamos tocar no festival, e dessa vez deu certo!

As bandas que vão pro SXSW tem de arcar com os custos, certo? Por conta disso alguns artistas desistem de ir ao evento, mesmo sendo convidados. Como vocês contornaram isso?

O convite vem com uma antecedência razoável. No nosso caso, conseguimos economizar uma grana dos shows e venda de produtos da banda. E como tinhamos priorizado esse investimento para o início do ano, conseguimos viabilizar a viagem. Acho que mesmo com um custo alto, vale a pena pela quantidades de oportunidades que o festival gera.

É a primeira vez que tocam no festival? O que esperam dele? Senão, o que esperam desse ano em relação a outra edição?

É a primeira vez que vamos ao SXSW. É a primeira vez da banda nos Estados Unidos na verdade. Estamos muito ansiosos para esse show. Ter uma boa resposta do público norte americano para uma banda de rock, é um bom sinal! Mas o que mais esperamos do festival, é a experiência da viagem. É um festival onde tocam dezenas de bandas do nosso porte do mundo todo. Bandas pequenas, mas que conseguem ter uma agenda anual representativa, e ter uma carreira mais alongada. Não estamos jogando as expectativas lá em cima, por saber da dificuldade de se conseguir chamar atenção em um festival como esse, mas achamos que vai ser bem legal! Nossa música “FAMOUS”, do disco novo está tocando em várias rádios nos USA, e tem saído vários reviews legais do disco e do clipe em vários sites, inclusive sites grandes de música lá. Estamos bem animados!

Como vocês esperam que será a recepção do som de vocês?

Os amigos que temos por lá, e pelo que a gente acompanha do line up do festival, acho que tem um certo público local pra esse estilo de rock que tocamos. Encaixados as vezes como “stoner rock”, ou “southwesten”, esse é bem um estilo que rola bastante por lá. Esperar, a gente sempre espera pelo melhor, mas ainda não temos uma noção real de como pode soar por lá. Mas estamos indo para fazer o melhor show possível nas oportunidades que tivermos por lá.

Vocês estão preparando alguma coisa diferente para o show do festival?

O tempo de show é bem menor do que o que estamos acostumados a fazer aqui no Brasil. Por aqui, nossos shows são geralmente entre 01:00 hora, a 01:20. Lá, temos 40 minutos de apresentação. Estamos apertando um pouco o repertório, escolhendo as músicas que a gente acha mais legal de tocar. O legal de tocar para um platéia nunca te ouviu, é que não existe uma “obrigação” de tocar músicas que tem que rolar certeza nos shows no Brasil, como My Favorite Way, My Radio, ou Big Deal. É uma oportunidade boa para tocarmos algo que não está no repertório usual aqui do Brasil, para ver como funciona lá.

Depois do festival vocês voltam pro Brasil ou seguem pelos Estados Unidos?

Voltamos para o Brasil logo em seguida. Não vamos estender uma turnê por lá agora. Vamos medir a resposta do público e tentar conhecer o máximo de pessoas possíveis por lá, para tentar voltar no segundo semestre fazendo mais datas. Por agora, vamos concentrar a atenção só nos showcases do SXSW.

Vocês pretendem ver algum artista nessa edição do festival? Quem?

Tem muita banda legal que a gente não conhecia, e queremos ver se tivermos a oportunidade. Mas em especial, dois shows que vão rolar que a gente gosta bastante, é Eagles of Death Metal e Nick Cave and the Bad Seeds. Acho que esses dois shows vão ser demais!

O som de vocês tem uma base de fãs bacana para o underground aqui no Brasil. Nos Estados Unidos vocês tem fãs também?

Fans eu acredito que não. Por a música estar rolando em algumas rádios, e nosso material ter circulado em alguns sites, blogs e revista, eu imagino que talvez tenhamos umas poucas pessoas por lá que possam ter gostado do que ouviram e que vão querer conferir isso ao vivo. Tomara que tenha!! Mas acho que fans mesmo, ou pessoas que estejam esperando para ver a gente, não sei se muitas. Talvez poucas. Ir tocar em um outro país é começar do zero.

Como é chegar em um festival norte-americano e tocar o som que saiu daí? Digo isso porque se aparece um brasileiro artista por aí sempre tem alguém que pensa que ele vai tocar bossa-nova ou batucar algum tambor.

Não sei se o público de Austin se lembra de todas, mas pelo menos a produção do festival já recebeu várias bandas brasileiras por lá. Lucy & The Popsonics, Holger, MQN, Debate, Lucas Silveira, Tiago Iorc, e várias outras bandas brasileiras já se apresentaram no festival. Acho que não cause uma estranheza mais ser uma “banda de rock do Brasil”. Acredito que possa soar mais interessante fora do país ritmos mais tradicionais brasileiros que eles não tem o costume de ouvir. Mas acredito também que as bandas de rock, pelo que já conversamos com outros amigos que já tocaram no festival, tem uma aceitação legal com bandas de rock daqui também.

Vocês tem uma média de álbuns lançados de quase um a cada dois anos. Pra esse ano tem algo novo pra sair?

Lançamos o No Dust Stuck On You em Outubro do ano passado. Acho que um album é impossível para esse ano. Mas o Victor já está começando a mostrar umas coisas novas em alguns ensaios, e a gente está cheio de ideias para esse ano e ano que vem já. Então, não sei se sairá um 4º disco de estúdio muito em breve, mas com certeza devemos lançar algumas coisas daqui para o final do ano.

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